9.43
A Marca da Maldade

A Marca da Maldade

Título original
Touch of Evil
Ano
1958
Gênero
Filme noir , Policial , Thriller
Diretor
Orson Welles
País
Estados Unidos
Detalhes
95 minutos / preto & branco / som

Um policial mexicano casa-se com uma americana e vai passar a lua-de-mel numa cidade da fronteira, onde ambos se envolvem em vários incidentes que levam o policial a um confronto com o chefe de polícia do lado americano, um detetive corrupto que utiliza qualquer meio para deter o poder.

Enviado por melhoresfilmes


Bom

Sou um grande fã do trabalho de Welles e por isso mesmo fiquei de certa forma um pouco decepcionado com este filme. A trama é interessante - e extremamente atual - e a atuação de orson magistral. No entanto, senti um pouco de desconforto quanto ao cenário artificial demais e algumas cenas não realistas. É um bom filme, mas aquém de Cidadão Kane e Soberba, na minha opinião.

Enviado por  GStevens


ALBERTROCK

Eu tinha 14 anos, quando assisti a essa obra prima num cinema poeira.fiquei boquiaberto. Orson Welles mata a pau. Obs: no "Brasil não tem corrupto".

Enviado por  albertrock


A Marca da Maldade

Orson Welles não foi apenas o iconoclasta e febril criador daquela revolucionaria, gigantesca e labiríntica obra chamada ''Cidadão Kane'', que fez ele entrar para história do cinema na flor da idade. Tudo é primoroso e beira à perfeição. O filme abre com um admirável plano sequência amplamente considerado pelos críticos como um dos maiores planos longos da história do cinema. Mas sem dúvida o maior e melhor. Na fronteira EUA-México, um homem planta uma bomba-relógio dentro de um carro. Um homem e uma mulher entram no veículo e fazem uma viagem lenta pela cidade até a fronteira dos Estados Unidos. Ramon Miguel "Mike" Vargas ( Charlton Heston, completamente diferente dos seus famosos filmes épicos ) e Susie ( Janet Leigh, tão distantes dos filmes que fizera antes ), passam perto de um carro várias vezes a pé. O carro atravessa a fronteira, então explode, matando os ocupantes, (meu Deus que sequência). Vargas concorda em investigar a explosão. Ao fazer isso, ele provoca a ira do chefe da polícia local Hank Quinlan (feito pelo diretor do filme o gênio Orson Welles), um corrupto, com um registro gigante de prisão no currículo. Contar muito é tirar doce da boca de uma criança. O filme é recheado de participações especiais, sobretudo pela divina Marlene Dietrich como Tanya, uma enigmática cigana (tão enigmática como nos filmes em que fez com outro gênio, Joseph Von Stenberg), sua entrada em cena é antológica, destaque também para extraordinária fotografia de Russell Metty e uma magnífica trilha sonora de Henry Mancini. Closes inimitáveis, travellings delirantes, atores estupendos, até em pequenas aparições. Um retrato indelével, incomodo e exasperante da corrupção institucionalizada em quase todo mundo. Um filme imperdível.

Enviado por  Viniciuskotklaal