Fonte da Vida

Ano
2006
Titulo original
The Fountain
Gênero
Drama, Ficção científica, Romance
Diretor
Darren Aronofsky
País
Estados Unidos
Detalhes
96 minutos / colorido / som

Sinopse

Para salvar sua esposa de uma doença terminal, homem inicia uma busca pela Fonte da Juventude, a lendária entidade que garante a imortalidade. A partir daí ele inicia uma busca cercada de mistérios que poderá leva-lo a cura de sua esposa.

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Aronofsky diferente

nota 9
Este se trata do mais fraco dos filmes de Darren Aronofsky, mas ainda assim um dos melhores filmes feitos nestes últimos anos (com certeza).
Pra mim, o melhor filme que ele já fez é o "Réquiem para um sonho", seguido de "Pi", enquanto "Fonte da vida" mostra um Darren bastante modificado, mesmo se tratando de um filme bom, porém distante do Aronofky que conhecemos.
É inegável: "Fonte da vida" é um filme excelente em todos os sentidos: efeitos visuais, trilha sonora, figurino, cenários e tudo mais, com uma história que nos prende e nos faz refletir sobre o sentido da nossa existência, o valor de uma vida, a preocupação com aqueles que gostamos, o esforço para concretização de um objetivo e também a transformação do ideal para o real, a descoberta do que é bom, do que é ruim: a fonte do conhecimento.
Todavia, em alguns pontos me decepcionei, não quanto ao filme em si, que é uma obra de arte, mas sim em relação ao próprio Aronofsky e seu trabalho de direção. Assisti seus filmes anteriores em seqüência, ou seja, primeiro ao "Pi" e depois "Réquiem para um sonho", filmes estes que me agradaram ainda mais do que "Fonte da vida"; grande parte do triunfo de seus dois primeiros filmes se deu pelo fato da continuidade de sua técnica: podemos perceber um "Réquiem" cenas com o efeito "hip hop montage" (mostrando imagens e movimentos com velocidade acelerada, acompanhada de sonoridade mais lenta - técnica esta que caiu de forma perfeita para as síndromes psíquicas do matemático de "Pi" e para os efeitos de drogas e remédios de "Réquiem"). Em "Fonte da vida", tal efeito (que vinha sendo característica do diretor) se mostra ausente e acho que este filme perdeu e muito com isso. Aronofsky preservou os closes diretos, como quando filma o dedo tatuado, os olhos próximos da camera etc.
Além disso, seus filmes anteriores mostravam mais efeitos de câmera, técnica de filmagem que mais se aproxima do cinema da década de 70, enquanto "Fonte da vida" prioriza os efeitos digitais (de forma surpreendente, o computador teve um papel mínimo do filme, até a cena do nascimento das flores no final do filme não é técnica de computador); se trata de uma mudança que acho q fez com que o filme perdesse bastante o impacto que poderia ter causado se Aronofsky tivesse seguido sua formula usada até então. Isso porque "Fonte da vida" se tornou mais próximo do que vem sendo feito no cinema atual (e, diga-se de passagem, no cinema senso comum, no cinema hollywoodiano) no referente à direção e ao aspecto visual - não em se tartando de história - enquanto seus trabalhos anteriores mostravam pioneirismo e inovação no tocante às técnicas cinematográficas.
Embora "Fonte da vida" tenha efeitos visuais agradáveis, trilha sonora belíssima, uma história excelente que nos faz refletir, ele não é mais Darren Aronofsky e representou um refluxo na criatividade que este excelente diretor vinha mostrando; é um filme que, em relação às técnicas cinematográficas, em nada representa de novo: só vem seguindo a tendência (digitalizada) atual.
Nota 9 porque, mesmo assim, é um filme ótimo, somente diferente do que ele vinha fazendo.
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